Os
comentários feitos pelo "pastor" geraram insatisfações, além de
levantar hipóteses sobre uma posição racista e homofóbica. O deputado se
esqueceu de que sua opinião, seja lá qual for, deve ser simplesmente deixada de
lado no contexto político, com uma teoria racista, Marco Feliciano "iluminado
pelo espírito santo" usa como base a bíblia, ou seja, suas
"ideias" são religiosas e não legislacionais. O Brasil é um país
laico, ou seja, livre de influências religiosas. Politicamente falando, não se
pode condenar alguém com bases bíblicas ou relacionadas a fé, pois o Brasil
assegura o livre arbítrio religioso, e você
tem direito de acreditar no que quiser, gostar do que quiser, sendo assim qualquer coisa que vá contra isso, vai de
contra a constituição.
A opinião é algo individual, Feliciano possui
o direito de não gostar de gays, negros, ou qualquer outra coisa, mas nada o da
direito de discriminar, agredir, difamar etc., sobre isso é importante ressaltar
o grau de preconceito. Todos nós temos nossa opinião, sendo assim não há lei no
mundo que nos force a ser a favor ou contra determinado assunto, dizer que não
gosta de "homens” é diferente de dizer que o homossexualismo é doença,
dizer que gosta de ser branco é diferente de dizer que negros são amaldiçoados,
o deputado teria usado uma explicação bíblica para justificar seu preconceito,
falando que Deus criou o homem para mulher, mas isso é um conceito religioso,
ou seja, variante, pois para você pode valer, e para mim talvez.
Não
criticarei sem explicar o perigo que o novo presidente da Comissão de Direitos
Humanos e Minorias apresenta, por ter essa "revelação", Marco
Feliciano pode deixar a sua religiosidade, adentrar no congresso e alterar as decisões
na câmara, assim como defensor dos Direitos Humanos, o pastor deveria apresentar
neutralidade em certos assuntos, ser praticamente livre de preconceito, sem
preferir cor de pele, ou sexualidade. Mas como pode alguém homofóbico, racista,
tirano e pastor, para defender os mesmos? Cujo ele apresenta aversão.
Isso
é uma das maiores ironias e paradoxos que temos em nosso governo, por justo
caso a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, visa defender os direitos básicos
de cada cidadão independente de seu sexo, sexualidade, cor de pele, religião
etc. Especialmente a "minoria" que muitas vezes é desfavorecida ou
excluída por não ter voz o suficiente para contestar o que lhe adverte, além de
ser cretino, aproveitador, hipócrita e causar uma instabilidade na balança
religioso-político, Feliciano diz que a câmara é dominada pelo diabo, logo se a
câmara é dominada por satanás, quem está lá deve ter alguma serventia a ele, o
que responde a minha duvida: o que um pastor iluminado pelo espírito santo faz
na Câmara dos Deputados?
Não
sou contra a religião, nem contra o deputado, mas o contexto em que se
encontra, as escrituras sagradas e as ideias do deputado são totalmente
inaceitáveis, pois só pelo fato de uma pessoa ser negra ou gostar do mesmo sexo
o tira o título de humano, deixar um negro sem educação, porque é negro e
talvez seja descendente de um africano, e Noé teria amaldiçoado um neto que
originaria um povo (que a propósito é uma tese estúpida, e louca). Ou o
homossexual deveria apanhar ser queimado pelo fato de sentir atração pelo mesmo
sexo ou porque Deus criou o homem e a mulher, ou a mulher deve ganhar menos e
ser caseira por uma ideologia introduzida na idade das trevas.
Nós
já devíamos ter evoluído dessa mentalidade, estamos em pleno século vinte e
ainda com conceitos da idade das trevas, quer dizer que devemos continuar com
essa mentalidade atrasada, nesse pensamento de superioridade aos outros, como
homens temos esses direitos de optar pelo que quisermos e de viver como bem
entendemos, mas esse direito é ameaçado quando se tem alguém que não respeita
essas determinadas decisões no poder.
Com
um defensor dos direitos humanos, principalmente da minoria, como Marco
Feliciano, o racismo e homofobia não ganhariam força?
Fé é
uma coisa, dever e direitos são outras, nação e religião só tem em comum o lar,
se ele quiser pregar esses conceitos e a bíblia como base de estrutura social,
tudo bem, mas que faça isso sobre o teto da igreja, pois assim como ele não é
forçado a conviver com os gays ninguém deve adquirir seus conceitos ou
simplesmente ouvi-los, além de que na comissão não se deve levar opção alguma
seja religiosa ou social em conta, pois se levassem em consideração, só uma
pequena minoria seria "humana".
Temos
direito a ser o que quisermos, e quem não respeita isso é um tolo, quem
interfere ou impede é opressor! Ele pode não gostar, mas que faça isso em
silencio, não difundindo coisas absurdas a respeito dos mesmos.
Autor: Melquesedeque Brito
Tipo textual: Crônica
Tema: A polêmica sobre Marco Feliciano
Fonte de pesquisa: internet
Imagem: google imagens
Total: 135 pontos (em 30/04/2013 às 21:07)

Melque, o texto está digno de uma coluna de alguma revista famosa!! Muito bom, continue escrevendo assim e aprimore suas técnicas, tens tudo para chegar no 3o ano arrasando!
ResponderExcluirViviane Leite
Isso mesmo, todos temos direito de ser oque quisermos ,e nao e do interese de ninguem oq queremos e devemos respeitar as desõens dos outros.
ResponderExcluirMas e importante lembra que o pastor tem seu lado positivo, eq devemos permitir que ele faça seu trabalho.
ResponderExcluirMarco Feliciano deve dar sermão na igreja dele, e não na política
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